ABRIL 30TH, 2009
By PEDRO NUNES
Na véspera do dia do trabalho, deixo aqui soh um questionamento. O que os hotéis e redes hoteleiras tem feito em conjunto para buscar alternativas para minimizar a crise? No Brasil, ainda não ouvi falar de nenhuma iniciativa que sugira isso.
Vejo a ABIH falando pouco e fazendo menos a esse respeito. Qual a última vez que ela trouxe pessoas importantes para falar para o trade? Quantos cursos realmente importantes ela ministrou ou organizou? Quantas parcerias com empresas de consultoria ela firmou?
A falta de iniciativas do setor é o primeiro motivo para todos serem afetados pela crise. Culpar a economia mundial é muito mais fácil, mas não muda os resultados no final do mês.
ABRIL 27TH, 2009
By PEDRO NUNES
Em parceria com National Geographic Society, a Fairmont Hotels & Resorts lança a Global Explorer Series. A idéia é proporcionar aos hóspedes experiências em safaris, excursões, pescarias e outras modalidades. Tudo isso acompanhados por profissionais das mais diversas áreas, como biólogos, oceanógrafos etc. E tudo isso com a chancela da National Geographic, que edita revista de grande alcance e popularidade no mundo todo (possuindo até um canal de tv).
fonte: hotelier news
Comentário: isso é que se pode chamar de diferencial. Experiência de alta qualidade, em parceria com quem tem expertise no assunto, proporcionando aos hóspedes possibilidades de diversão e conhecimento únicos. Para quem chama de diferencial tamanho de cama, menu de travesseiro, transfer para o aeroporto e coisas do gênero, aí está um exemplo claro de como fazer.
ABRIL 25TH, 2009
By PEDRO NUNES
Escolha aleatoriamente 3 hóspedes que usaram os serviços do seu hotel na semana anterior. Entre em contato com eles e avalie como foi a estadia desses hóspedes. É notório que pouquíssimos hóspedes respondem a ficha de avaliação do hotel. A quantidade de fichas respondidas é irrelevante perto do número de clientes de um hotel. A máxima que diz que clientes insatisfeitos não reclamam, simplesmente abandonam os serviços é altamente válida na hotelaria.
Cabe ao responsável pelo controle da qualidade e ao atendimento ao cliente tomar atitudes ativas para mudar esse quadro. Muitas vezes uma crise ou problema durante a hospedagem pode ser contornado com um simples telefonema com um pedido de desculpas. Cabe ao hotel dar uma compensação posterior a esse hóspede. E mais do que isso, mostrar que tomou as providências para que tal problema não volte a ocorrer.
Caso no contato fique constatado que nenhum problema ocorreu, ainda sim é de bom tom oferecer algum mimo ao hóspede, como um upgrade na próxima hospedagem. Afinal de contas, o tempo de seu cliente é precisoso, e ele está colaborando para a melhoria dos seus serviços.
ABRIL 22ND, 2009
By PEDRO NUNES
Estive pesquisando valores de diárias em hotéis durante os finais de semana. A grande reclamação de gerentes de hotéis voltados para executivos é que os finais de semana tem ocupação muito baixa e tudo mais. Mas o que esses hotéis tem feito para mudar isso? Nessa pesquisa constatei que a diferença de tarifa durante a semana para o final de semana está na faixa de 13%. Será que esse desconto é suficiente para fazer alguém que não tem obrigação, nem vontade de se hospedar em um hotel resolver sair de casa para experimentar?
A impressão que me passa é que os hotéis tem medo de desvalorizar o produto se abaixar o preço. Será que não faz sentido manter uma ocupação razoável no final de semana, mesmo que com belos descontos, mas ainda assim ajudando a pagar os custos fixos dos hotéis? Será que gestores de hotéis ainda não entenderam que serviços não podem ser estocados? Me desanima profundamente ver que a discussão precisa ir a níveis tão primários para achar onde está o problema maior. A lei da oferta e procura é impiedosa. Não tem como ir contra ela. Se ninguém procura hotéis durante o final de semana, o hotel tem que se mexer para mudar isso, seja abaixando preço, dando jantar de graça. contratando malabaristas ou o que for. Não existe receita milagrosa.
Conheço vários hotéis que não sabem quanto custa uma UH vazia em seu hotel. Não é possível aceitar um hotel que não sabe a respeito dos seus custos, não conhece o seu break even e coisas do gênero. E com isso ficam dando tiro a esmo, ou não tentam nada diferente. Ou seja, falham clamorasamente na administração, na parte de finanças e ficam cada vez mais míopes em relação ao marketing e vendas. Incomcebível em pleno século 21, mas acontece mais do que se possa imaginar.
ABRIL 21ST, 2009
By PEDRO NUNES
A Universidade Estácio de Sá realizará em maio e junho durante os sábados, cursos de extensão em hotelaria, com os seguintes temas: Webmarketing e distribuição eletrônica na hotelaria; Hotelaria e Design; Gerenciamento do tempo e desempenho. Os cursos são de curta duração e custam R$ 350,00. Mais informações em: www.estacio.br
Comentário: Iniciativa amplamente aplaudida por esse blog. Embora acreditemos que o “Arroz com Feijão” deva ser mais bem feito, é necessário aprofundar as discussões sobre outros temas pertinentes à hotelaria. Novas ferramentas tecnológicas surgem quase diariamente, criando novas alternativas para as operações, novas formas de comercialização e abre possibilidades de interação antes inimagináveis entre hotéis e hóspedes. O número de temas que podem ser abordados é muito grande. Falaremos sobre esses temas em novos artigos. Aguardem.