Nova rede de hotelaria econômica em SP

A rede 155 desembarca em São Paulo com hotel de baixo custo em breve. O mais interessante da proposta na minha opinião é aliar o preço baixo ao conforto mínimo que se exige e à modernidade. Equipamentos de boa qualidade como camas Spring, TV LCD de 32 polegadas e outros detalhes. Além disso a preocupação com o meio ambiente, demonstrada através da utilização de materais reciclados,  e da reutilização da água das chuvas .

Aí está a demonstração que é possível unir competitividade a conforto e modernidade. Tem tudo para ser um sucesso. Maiores informações em http://www.155hotel.com.br/

Gerente de Relacionamento – tenho um em seu hotel

Temos falado reiteradamente aqui no blog, que uma das maiores falhas que um empreendimento hoteleiro pode cometer é a não ouvir seus clientes. Isso ocorre por falta dos instrumentos adequados para isso, por falta de divulgação dos instrumentos e principalmente por falta de interesse dos gestores. Atualmente, todo hotel possui fichas de avaliação, endereços de email, formulários de contato em websites entre outras formas de contato. Concordamos que essa é uma boa forma de receber feedback dos hóspedes. O que nos preocupa é que nesse caso, o hotel está sempre na posição defensiva. É necessário que algo aconteça para que o gerente geral ou chefia interessada tome conhecimento de possíveis problemas. Quando chega a informação, só cabe ao hotel tomar providências para que aquilo não mais aconteça.

A partir dessa constatação, voltamos ao ponto de que é imprescindível que gerentes gerais, gerentes de operação e chefias estejam presentes e disponíveis para os hóspedes. E mais do que isso, tomem a iniciativa de ir ao encontro desses hóspedes sem que nada de errado tenha acontecido. Acompanhar o dia-a-dia do hotel, principalmente em momentos críticos, como o check-in e check-out em dias movimentados, a hora de pico no café da manhã, o restaurante lotado no almoço entre outros. É esse o momento mais propenso para que problemas ocorram. Estando presente nesses momentos as chefias e gerências tem uma oportunidade ímpar de localizar problemas e gargalos na prestação do serviço, e principalmente,  captar os sentimentos dos hóspedes nesses momentos. Ao conversar com o hóspede no calor  do momento o gerente tem a possibilidade de sentir verdadeiramente o que se passa no momento, e não apenas o que a frieza de uma carta ou email pode demonstrar.

O grande problema dessas colocações é que sabemos que na grande maioria dos casos os gerentes de hotéis e também as chefias se perdem no dia-a-dia em seus afazeres. Sabemos bem que esses cargos possuem alto volume de atribuições, e que se nada for feito para quebrar esse círculo vicioso, o cliente continuará sendo negligenciado. Deixamos uma pergunta: porque os hotéis não criam o cargo de Gerente de Relacionamento? Esse gerente seria o responsável pela busca ativa de contato com os hóspedes. Ele seria a voz dos hóspedes junto aos gestores do hotel, e ao mesmo tempo os ouvidos do hotel junto aos clientes. Entendemos que hotéis de pequeno porte não tem estrutura nem faturamente suficiente para ter tal cargo, mas hotéis médios ou maiores deveriam pensar nessa possibilidade. Dessa forma a busca constante por antecipar as necessidades dos hóspedes, a capacidade de evitar que problemas banais aconteçam e mais do que isso a sensibilidade para captar sinais que possibilitem o hotel criar novos serviços e atender melhor seus cliente se tornariam cada vez maiores. Como podemos ver a consequência de um trabalho dessa magnitude é a criação de relacionamentos duradouros e com isso a tão sonhada fidelidade dos clientes.

Mercure Lourdes (Belo Horizonte) ensina inglês para colaboradores

O Mercure Lourdes, situado em Belo Horizonte vai oferecer treinamento com 12 horas/aula para seus colcaboradores aprenderem o básico da língua inglesa. Com essa iniciativa, o Programa “Do you speak english?” visa capacitar funcionários a entender e responder às necessidades mais básicas dos hóspedes estrangeiros do hotel. O treinamento vai abarcar as frases mais comuns da língua inglesa, bem como as mais necessárias no dia-a-dia de um hotel. Além disso será fornecido um guia de bolso contendo a frase em portugês, sua tradução para o inglês e a pronuncia correta.

Comentário: Como primeira iniciativa esse programa é louvável. O passo mais difícil nesse processo é envolver os colaboradores e quebrar a barreira inicial para quem não conhece a língua. Colocar as coisas de forma simples e derrubar os mitos ou travas psicológicas é essencial. E o guia de bolso também ajuda como suporte para essa função.

Porém entendemos que 12 horas/aula de treinamento é muito pouco. Corre-se o risco de criar mais situações constrangedoras entre hóspedes e colaboradores ao longo do tempo. Além disso, caso o processo não seja continuado, os funcionários podem se sentir desmotivados para o uso corrente do que for aprendido. Com o porte do hotel (quase 400 UH´s) e o constante fluxo de hóspedes estrangeiros podemos afirmar com certeza que esse primeiro passo deve se transformar em um processo constante de treinamento na língua inglesa. E quem sabe com o tempo incluir também o espanhol, também indispensável nos dias de hoje.

Dia dos Namorados e os velhos clichês

Jantar a luz de velas, música ao vivo romântica, suíte do hotel decorada especialmente e late checkout. Receita antiga e infalível para o Dia dos Namorados. É um clichê, mas um daqueles que funciona. Sou a favor de fórmulas que funcionam. Mas fórmulas consagradas estão a disposição de todos e não levam vantagem competitiva para os hotéis. O que o seu hotel está planejando de diferente para essa data tão significativa? Um dos principais objetivos desse blog é levantar questionamentos. Sempre insistimos que a hotelaria brasileira é muito ortodoxa. O problema é que o Brasil não é um país ortodoxo. Temos a tradição de ser criativos, inovadores, e não vejo isso se refletir no dia-a-dia das redes hoteleiras.

O Dia dos Namorados é uma oportunidade fantástica para exercitar essa criatividade. O restaurante do seu hotel é espaçoso? Você já pensou em colocar música ao vivo e criar um espaço para os casais dançarem? Lembrando sempre de pedir sugestões de músicas que lembram o casal no momento da reserva. Você conhece seus hóspedes a ponto de saber se eles gostam de cozinhar? Em caso afirmativo, que tal abrir sua cozinha para que ele prepare o jantar da sua (seu) namorada (o)? Será que seu hóspede quer preparar uma surpresa para seu parceiro (a)? Dê a ele a opção de decorar a suíte a seu gosto.

São pequenas sugestões que mostram como criar um ambiente de experiência personalizada para seu cliente. Acredito que esse tipo de tratamento é o que gera fidelização de verdade. Programas de milhagem e coisas do gênero, compram fidelidade. Ações genuínas e individualizadas ganham o coração do hóspede.

Starwood alinhada com a tecnologia

A Starwood disponibiliza agora em algumas de suas bandeiras o download de revistas para seus hóspedes. São mais de mil títulos a disposição dos hóspedes. O download pode ser feito no computador, notebook, ou smarphones.

Além de ajudar na preservação do meio ambiente ao evitar o uso de papel, a rede facilita a vida do seu cliente, que tem a disposição informação e entretenimento, mesmo estando fora do hotel.

A tecnologia está aí e seus usos são ilimitados. Agregar valor a seu produto e fortalecer a marca através do uso de tecnologia nem sempre custa caro, além de mostrar que a empresa está ligada ao que está acontecendo de mais inovador no mundo. E aqui no Brasil, o que os hotéis tem feito nesse sentido?