13 DE AGOSTO DE 2009
Por PEDRO NUNES
A Accor Hospitality, em parceria com a New Content, passa a disponibilizar seus hotéis como vitrine para anúncios publicitários. De acordo com o site de notícias Hotelier News, os hotéis irão abrigar publicidade em diversas áreas diferentes, como lobby, apartamentos, áreas de lazer e eventos.
Comentário: O FrontDesk considera a iniciativa muito interessante. A Accor Hospitality com essa iniciativa, consegue utilizar seu espaço ocioso para maximizar suas receitas. O mais interessante é que as empresas que forem utilizar o serviço poderão se comunicar direto com seus clientes potenciais, se aproveitando da segmentação que existe nos diversos tipos de hotéis da rede. Outro fator interessante é que diversas empresas de ramos diferentes podem anunciar no mesmo hotel (ou mesma bandeira), já que os anúncios serão disponibilizados em ambientes diferentes. Temos assim a oportunidade de atingir os clientes em momentos diferentes num mesmo dia. Ficaremos aguardando para ver como essa iniciativa vai ser explorada.
3 DE AGOSTO DE 2009
Por PEDRO NUNES
Prezados Leitores,
estarei de férias do blog durante esse semana. Como nem tudo na vida são flores, estou aproveitando esse semana de folga para trabalhar. Estou hospedado em uma pousada bem simpática na Serra do Cipó, MG. Voltando de viagem, com certeza farei um post com a avaliação completa dessa pousada.
Abraços.
29 DE JULHO DE 2009
Por PEDRO NUNES
Tenho visto atualmente um boom de novos empreendimentos e até de mudança de nomes em hotéis que acrescentam ao seu nome palavras que tentam descrevê-lo. Os termos Design Hotel, Hotel Boutique, Executivo, Business e tantos outros fazem parte do dicionário da hotelaria. É inegável que o nome é parte importante no fortalecimento da marca e também ajuda os clientes a identificarem imediatamente o que podem encontrar no hotel. A problema começa quando o nome não corresponde ao que o empreendimento oferece.
O que mais se vê por aí são hotéis Design que não possuem nenhum diferencial de decoração, hotéis Boutique que não oferecem serviços exclusivos e hotéis executivos despreparados para atender minimamente o público corporativo. Lembro novamente a máxima do marketing que diz que não se deve prometer que não se pode cumprir. E o nome ao carregar indicações das características do hotel, incluiu uma promessa implícita.
No longo prazo, o que pode se mostrar como inicialmente como uma boa forma de diferenciar o hotel, pode se transformar numa falsa promessa, o que com certeza trará prejuízos à imagem da marca e do negócio. Como sempre digo, cumprir o que é prometido ainda é uma excelente propaganda.
22 DE JULHO DE 2009
Por PEDRO NUNES
O Hotel Le Canton inaugura dia 24 próximo um cinema em suas dependências, com capacidade para 12 lugares. A idéia inicial é oferecer três sessões diárias com filmes de temática mediaval, o que vai de encontro ao tema do hotel. O Le Canton também exibirá filmes ganhadores do Oscar.
via Hotelier News
Comentário: Mais uma iniciativa digna de elogios do blog. Hotéis muitas vezes investem em produtos e ou serviços que são intangíveis ou pouco percebidos pelos hóspedes. Assim como noticiamos e comentamos a abertura de uma Boate no Pestana alguns dias atrás, damos destaque para essa boa idéia. Vale lembrar porém, que o hotel pode expandir a gama de serviços baseado em seu cinema. Que tal oferecer sessões de cinema programadas de acordo com o gosto de um grupo de hóspedes? E abrir suas portas para empresas que queiram fazer lançamentos de produtos? E mini festivais temáticos de cinema (grandes diretores, filmes por gênero etc..)? Basta usar toda a criatividade que a telona pode proporcionar.
17 DE JULHO DE 2009
Por PEDRO NUNES
Existe um velho ditado que diz: Não é possível servir a dois senhores ao mesmo tempo. No atual cenário da hotelaria voltada para o segmento corporativo no Brasil esse ditado apresenta um desafio constante aos hotéis. Explico: os hotéis e redes hoteleiras tem que se equilibrar na tênue linha que separa a sua capacidade de atender a necessidade das empresas e fechar contratos que sejam lucrativos, e ao mesmo tempo, atender as expectativas dos hóspedes quanto ao nível do hotel e aos serviços oferecidos. Aí surge um grande problema. Na mioria dos casos os serviços contratados e as expectativas dos hóspedes, funcionários das empresas que contratam o hotel, não andam juntos.
Grandes empresas (principalmente) que tem um grande volume de funcionários se deslocando sempre procuram fechar o contrato que represente o menor impacto possível a suas contas. Diminuir custos é uma necessidade constante no competitivo mundo dos negócios. E essa máxima se potencializa em tempos de crise. Do outro lado, os funcionários das empresas que viajam constantemente querem ser bem tratados, ter hospedagem de qualidade e principalmente, querem ser “mimados”, porque muitas vezes são hóspedes habituais dos hotéis. Devo dizer que nem a empresa, nem seus funcionários estão errados. É isso que torna a vida dos hotéis, e das redes hoteleiras tão difícil.
Existe solução para esse impasse? Acredito que sim. A grande falha que vejo na atuação das equipes comerciais dos empreendimentos hoteleiros é a de querer fechar contratos a todo custo. Entendo que existem metas apertadas a serem cumpridas, mas o preço a se pagar por isso, as vezes é muito alto. Na maioria dos casos, os departamentos comerciais descumprem a regra de ouro do marketing, que é não prometer o que não se pode cumprir. Exemplifico: minimizar questões vitais como a localização do hotel, não citar questões de flexibilidadde de horários que muitas vezes é vital para os hóspedes, oferecer serviços que muitas vezes são inviáveis para os hotéis cumprirem no dia-a-dia.
O que melhor se pode fazer é ter uma negociação aberta com os decisores das empresas que pretendem contratar os serviços. E mais do que isso, oferecer informações contantes e treinamentos para quem irá lidar com a questão das hospedagens, seja o posto da agência de turismo existente nas empresas, ou as secretarias de setor ou das diretorias. Lembro ainda que públicos diferentes exigem meios de hospedagens diferentes. Não adianta colocar um diretor da empresa no mesmo hotel ou mesmo tipo de apartamento que funcionários de nível mais baixo, essa é a receita para muita insatisfação.