JUNHO 3RD, 2009
By PEDRO NUNES
Jantar a luz de velas, música ao vivo romântica, suíte do hotel decorada especialmente e late checkout. Receita antiga e infalível para o Dia dos Namorados. É um clichê, mas um daqueles que funciona. Sou a favor de fórmulas que funcionam. Mas fórmulas consagradas estão a disposição de todos e não levam vantagem competitiva para os hotéis. O que o seu hotel está planejando de diferente para essa data tão significativa? Um dos principais objetivos desse blog é levantar questionamentos. Sempre insistimos que a hotelaria brasileira é muito ortodoxa. O problema é que o Brasil não é um país ortodoxo. Temos a tradição de ser criativos, inovadores, e não vejo isso se refletir no dia-a-dia das redes hoteleiras.
O Dia dos Namorados é uma oportunidade fantástica para exercitar essa criatividade. O restaurante do seu hotel é espaçoso? Você já pensou em colocar música ao vivo e criar um espaço para os casais dançarem? Lembrando sempre de pedir sugestões de músicas que lembram o casal no momento da reserva. Você conhece seus hóspedes a ponto de saber se eles gostam de cozinhar? Em caso afirmativo, que tal abrir sua cozinha para que ele prepare o jantar da sua (seu) namorada (o)? Será que seu hóspede quer preparar uma surpresa para seu parceiro (a)? Dê a ele a opção de decorar a suíte a seu gosto.
São pequenas sugestões que mostram como criar um ambiente de experiência personalizada para seu cliente. Acredito que esse tipo de tratamento é o que gera fidelização de verdade. Programas de milhagem e coisas do gênero, compram fidelidade. Ações genuínas e individualizadas ganham o coração do hóspede.
MAIO 27TH, 2009
By PEDRO NUNES
Ao falar em números em hotelaria, o normal é que venha a nossa mente a tríade Ocupação, Faturamento e Diária Média. Realmente são números importantes e bons balizadores do desempenho do hotel. Mas se prender a esses indicadores além de denotar uma visão limitada, ainda cria o risco de mascarar falhas e deficiências graves do hotel. Explico: um hotel cheio e com bom faturamento não necessariamente é sinal de um bom hotel. Se a cidade está lotada, o natural é que seu hotel também fique. Isso ocorre em casos de grandes eventos, baixa oferta de UH´s na cidade e outros motivos. Então atenção a esses números. A análise crítica deles é indispensável.
Saindo do lugar comum sugiro o levantamento e análise de alguns índices que podem dizer mais a respeito do seu produto e dos seus serviços como um todo. Seguem alguns:
- Acompanhamento do volume de reclamações e elogios recebidos, comparados com a ocupação do hotel no período;
- Volume de reclamações por setor x Avaliação de desempenho por setor feita pelo hotel;
- Pesquisa da taxa de retorno dos hóspedes (e do motivo do retorno);
- Acompanhamento do aumento ou diminuição do número de habituès;
- Pesquisa dos motivos que levaram o cliente a se hospedar e a possível indicação para outras pessoas após a hospedagem;
Essas são algumas sugestões, mas existem várias outras formas de se entender os porques de certa taxa de ocupação, do faturamento e da satisfação ou não dos clientes. Vale lembrar que clientes insatisfeitos não costumam reclamar, portanto é necessário que os funcionários do hotel (e principalmente gerentes de operação e gerentes gerais) sejam pró-ativos na busca de informação. Já citei uma sugestão em um post passado e repito: Gerentes, conversem com seus hóspedes. É fácil ficar perdido no dia-a-dia com tarefas burocráticas, mas é preciso romper com esse costume. Ouvir clientes aleatórios diariamente, nem que seja por 10 minutos, pode dizer muito mais a respeito dos problemas de um hotel do que várias pesquisas. Além disso nada melhor que o olhar e os ouvidos atentos dos funcionários para perceber o que acontece de bom e de ruim (recepcionistas, camareiras e mensageiros ouvem e sabem de tudo).
No mais, cabe aos gestores e investidores ter humildade para ouvir esse problemas de forma aberta e pronta para mudar o que está errado. Digo isso por ter inúmeras experiências de gestores que acreditam comandar os melhores hotéis do mundo e se apoiarem em números para justificar seu pensamento. Em épocas de vacas gordas isso é fácil. Em momentos de crise é que a coisa se complica.
MAIO 25TH, 2009
By PEDRO NUNES
O Bourbon Convention Ibirapuera criou pacote para receber grupos de estudantes de hotelaria durante os finais de semana. Nesse período os estudantes vivenciarão a rotina dos diversos setores do hotel e assistirão a palestras de profissionais. Para maiores informações enviar email para grupos.conv@bourbon.com.br .
Comentário: mais uma iniciativa interessante dentro da hotelaria. Além de criar possibilidades de aumentar sua receita de hospedagem em finais de semana, o Bourbon Ibirapuera abre espaço para gerar conhecimento para universitários. O valor do pacote é extremamente convidativo (R$ 120,00 por pessoa em apartamento duplo pelo final de semana). Para os universitários a oportunidade é impar de conhecer na prática o dia-a-dia de um hotel, ou seja, ver na prática o que o espera no futuro. Para o hotel vislumbro outra grande vantagem que é a de conhecer futuros profissionais e identificar possíveis talentos que podem fazer parte dos quadros da empresa. Bola dentro do Bourbon Ibirapuera.
MAIO 20TH, 2009
By PEDRO NUNES
Todo hotel hoje em dia atende a pelo menos um público preferencialmente. Existem hotéis de lazer, hotéis para executivos, para eventos e por ai vai. Esse é um ponto de partida razoável. Hotéis devem caminhar na direção da individualização do seu produto, do atendimento de seus diferentes clientes. E nesse contexto devem se reunir e fortalecer suas competências. É o que se vê em “associações” de hotéis que rompem com o lugar comum de ABIH´s e coisas do gênero. Entidades de classe são importantes, mas não te farão se destacar no meio da concorrência, justamente por representar todos.
Temos alguns exemplos Como o Circuito Elegante, o roteiro de charme, o Luxury Hotels of the World, o Small Luxury Hotels of the World e outros. Ao se reunirem em catálogos, na internet e outras formas de comunicação os hotéis estão agregando valor ao seus produtos e marcas. Ao entrar nesses grupos, desde que eles gozem de credibilidade, o hotel ganha a chancela e a companhia de outros que se destacam no segmento, e assim posiciona sua marca de maneira mais forte e eficiente na cabeça do cliente. Da mesma forma o hotel necessita manter o seu nível de excelência, melhorar seus serviços, e inovar para se manter entre os melhores.
Vejo na maioria das vezes hotéis trabalhando de maneira isolada, cada um por si, e com isso perdendo oportunidades de se fortalecer em conjunto. Volto a bater na tecla das parcerias estratégicas como forma de tornar o setor mais profissional, mais bem visto e valorizado pelo público consumidor e como consequência aumentar sua rentabilidade, vendendo novos serviços e aumentando sua receita de hospedagem.
MAIO 13TH, 2009
By PEDRO NUNES
Alguns meses atrás estava procurando um local para passar um feriado perto de Belo Horizonte. Já havia visto algumas propagandas do Bristol Confins na estrada para o aeroporto e resolvi conhecer o hotel. Fui até lá conhecer as instalações e achei o hotel bem interessante. Baseado no que vi na primeira visita, me hospedei lá em um feriado recente e aproveitei para avaliar suas instalações e o serviço prestado de maneira detalhada. A seguir faço meu relato dessa primeira experiência no hotel.
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